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Período de realização das atividades: 17/07/2020 a 24/07/2020
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Componente curricular: LINGUA PORTUGUESA
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Professor(a): DANIEL STEPONAVICIUS
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E-mail para devolução das atividades: steponavicius@prof.educacao.sp.gov.br
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Turma(s) (ano/série): 2.º série D
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Quantidade de aulas semanais: 5
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Tema das
aulas: Atividade de Leitura e
Interpretação
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Texto para
leitura:
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Vídeo (link)
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Pesquisa:
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ATIVIDADE:
Leia o texto abaixo,
de Jacques Fux, para responder às questões que seguem.
Literatura e Matemática
Letras e números
costumam ser vistos como símbolos opostos, correspondentes a sistemas de
pensamento
e linguagens
completamente diferentes e, muitas vezes, incomunicáveis. Essa perspectiva,
no entanto, foi
muitas vezes recusada
pela própria literatura, que em diversas ocasiões valeu-se de elementos e
pensamentos matemáticos como forma de melhor explorar sua potencialidade e de
amplificar suas possibilidades criativas.
A utilização da
matemática no campo literário se dá por meio das diversas estruturas e
rigores, mas também
através da
apresentação, reflexão e transformação em matéria narrativa de problemas de
ordem lógica.
Nenhuma leitura é
única: o texto, por si só, não diz nada; ele só vai produzir sentido no
momento em que há a recepção por parte do leitor. A matemática pode, também,
potencializar o texto, tornando ainda mais amplo o seu campo de leituras
possíveis a partir de regras ou restrições.
Muitas passagens de Alice no País das
Maravilhas e Alice através do
espelho, de Lewis Carroll,
estão repletas
de enigmas e problemas
que até os dias de hoje permitem aos leitores múltiplas interpretações. Edgar
Allan Poe é outro
escritor a construir personagens que utilizam exaustivamente a lógica
matemática como
instrumento para a
resolução dos enigmas propostos.
Explorar as relações
entre literatura e matemática é resgatar o romantismo grego da possibilidade
do
encontro de todas as
ciências. É fazer uma viagem pelo mundo das letras e dos números, da
literatura comparada e das ficções e romances de diversos autores que beberam
(e continuarão bebendo) de diversas e potenciais fontes científicas, poéticas
e matemáticas.
(Fonte: Dom Total (adaptado). Disponível em:
<https://domtotal.com/noticia/1363494/2019/06/o-uso-da-matematica-logica-ecomputacao-
na-literatura/>. Acesso em: 28 de maio de
2020.)
5. (Fatec 2017) No texto, entende-se que:
a. O substantivo literatura, no primeiro parágrafo, está
utilizado no sentido denotativo, pois se refere à produção escrita informal.
b. O verbo dizer, no segundo parágrafo, está utilizado no sentido
denotativo, pois há um substantivo que
possui voz ativa.
c. O substantivo matemática, no segundo parágrafo, está utilizado
no sentido denotativo, pois as incógnitas
são representadas por
letras gregas.
d. O advérbio exaustivamente, no terceiro parágrafo, está
utilizado no sentido conotativo, pois está relacionado ao cansaço dos
escritores.
e. O verbo beber, no quarto parágrafo, está utilizado no sentido
conotativo, pois remete ao sentido de absorver intelectualmente.
6. (Fatec 2017) Segundo o texto, pode-se afirmar que:
a. A separação entre Literatura e Matemática tem origem no
romantismo grego.
b. A separação entre Literatura e Matemática é necessária, pois a
lógica só está presente em uma delas.
c. A relação entre Literatura e Matemática prejudica os leitores,
por apresentar problemas e enigmas.
d. A relação entre Literatura e Matemática só é possível quando
as letras e os números são vistos como
símbolos opostos.
e. A relação entre Literatura e Matemática faz com que as
produções artísticas se apresentem de maneira
integrada e produtiva.
Leia o texto abaixo
para responder as duas questões seguintes.
Felicidade Clandestina
Clarice Lispector
Ela era gorda, baixa,
sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto
enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. (...) Mas possuía o que
qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de
livraria. (...)
Ela toda era pura
vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina, devia nos odiar, nós
que
éramos
imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo
exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem
notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe
emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela
o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como
casualmente,
informou-me que
possuía As reinações de
Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso,
meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o.
E,
completamente acima de
minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que
ela
o emprestaria. (...)
No dia seguinte fui à
sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim
numa
casa. Não me mandou
entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a
outra
menina, e que eu
voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em
breve a esperança de novo me tomava
toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de
andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro,
o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida
inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre
e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou
simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era
tranquilo e diabólico.
No dia seguinte lá
estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir
a resposta
calma: o livro ainda
não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. (...) E assim
continuou. Quanto tempo? Não sei. (...) Eu ia diariamente à sua casa, sem
faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem,
mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. (...)
Até que um dia, quando
eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa,
apareceu
sua mãe. Ela devia
estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua
casa.
Pediu explicações a
nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco
elucidativas.
A senhora achava cada
vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa
entendeu.
Voltou-se para a filha
e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e
você nem
quis ler! (...)
Foi então que,
finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar
o livro agora
mesmo. E para mim:
"E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia
mais do que me
dar o livro:
"pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou
pequena, pode ter a ousadia
de querer.
Como contar o que se
seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não
disse
nada. Peguei o livro.
Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. (...) Chegando em
casa, não comecei a
ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. (...)
Criava as mais falsas
dificuldades para
aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser
clandestina para
mim. Parece que eu já
pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu
era uma rainha delicada. (...)
(Fonte: E-disciplinas/USP. Disponível em:
<https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4926123/mod_resource/content/4/
FELICIDADE%20CLANDESTINA.pdf>. Acesso em:
28 de maio de 2020.
7. (Fatec 2015) De acordo com a leitura do texto, pode-se afirmar
que a narradora-personagem:
a. Para conseguir um livro emprestado, mentia para a colega e
fazia falsas promessas.
b. Para conseguir um livro emprestado, ia à casa da colega a fim
de humilhá-la.
c. Para recuperar um livro emprestado, humilhava a colega, que
não se importava.
d. Para conseguir um livro emprestado, era humilhada pela colega,
porém não desistia.
e. Para recuperar um livro emprestado, procurou a mãe de uma
colega, dona de livraria.
8. (Fatec 2015) Considerando as informações do texto, é correto
afirmar que a narradora-personagem possuía:
a. O desejo de ler, mas não tinha condições de comprar o livro de
Monteiro Lobato.
b. O livro de Monteiro Lobato, mas não o emprestava para suas
amigas de colégio.
c. Uma felicidade clandestina de emprestar os livros de Monteiro
Lobato à amiga.
d. Uma colega que gostava de emprestar os livros de Monteiro
Lobato para ela.
e. Uma livraria com obras de diversos autores, mas preferia ler as
de Monteiro Lobato.
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Outros:
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Valor das
atividades: 1,5 ponto
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Este conteúdo está no caderno Aprender Sempre, Volume 2, páginas 5 à
8.
Enviar foto das respostas da atividade para o e-mail.
A atividade também está disponível no Classroom.
Registrar adequadamente a identificação das questões com suas
respostas.
LIN PORT LIT - 2ª SERIE D MANHA ANUAL - ERICO VERISSIMO
Código da
turma: aa3b5hw
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